sábado, 6 de junho de 2009

Medo.

Medo.

Sentimento que não consegue

Ser ultrapassado

Pela mente que impede

Que o mesmo seja exorcizado.

É difícil prosseguir,

Ser quem sou e não fingir

Pois quem me ama percebe

Que algo superior me persegue.

Uma tal perseguição

Que supera a capacidade de reflexão

Baseando-se no facto que o gerou

Permanecendo e multiplicando-se no local onde começou.

“Não penses, limita-te a viver”

Diz a sábia voz que tudo teima em perceber…

Mas é deveras complicado

Eliminar tal sentimento

Quando tudo o que mais desejamos

Nos começa a soar translúcido, transparente, sendo levado pelo vento.

Não suporto que seja levado na brisa,

Vou mudar-me para o espaço

Onde o vácuo toma parte das estrelas

E eu adormecerei envolta no teu abraço.

Agora acorda poetisa,

Tratou-se apenas de um pesadelo…

Vive o agora, a realidade,

A tua pessoa tem o que precisa,

A sua preciosidade.

Fecha a caixa de Pandora,

Dela não tens necessidade,

Guardas os males do teu coração, fecha-os à chave.

Tranca os maus sentimentos na cave.

Acorda, agora.