Evitar olhar o que não se vê
Conhecer, quem sabe, no que se crê,
Continuar sentado,
Com um olhar arregalado,
Na ânsia de compreender
Cada um dos seus bocados.
É difícil perceber,
Conseguir esclarecer,
Discernir em compreensão
Como coisinha tão simples
Me renova a emoção.
Cada gesto é uma aragem,
Cada palavra um suspiro,
E, o toque, a suavidade
De uma nuvem do Paraíso.
Não é que lhes tenha tocado,
Nem imaginar consigo,
Mas todos o descrevem tão belo
Que em mim se tornou conciso.
Nessa complicação
Reside a maior arma:
A da Razão.
E se nisto não acreditam,
Tentem como eu falar,
Contrapor e audaciar,
Do meu ego sequer pensar
Que a Razão posso desafiar.
A ternura dos modos
Deixa aquém cavalheiros,
A doçura dos elogios
Envergonha trovadores.
E a Deusa mais aprumada,
Cujos cabelos são flores
É a sua acarinhada
Nos anos que vão e vindouros.
Possui para si a Perfeição,
Não a reparte com ninguém!
A Deusa do Egoísmo e Bondade
Cuja Sorte e da Razão vontade
Lhe permitiu para a Perenidade
O amor da Complicação.