Pensa, respira, sente.
Vive, ama, loucamente.
Sê quem podes e não podes ser,
Sê quem queres e não podes ter,
Tem o que anseias sem saber.
Rápida. Veloz como um trovão
Livra-te das cordas que tanto te prendem ao chão.
Segue o teu caminho sem para trás olhar,
O mundo é infinito, há muito que amar.
Amar sem razão, sem a razão do saber.
Amar porque sim e não porque tem que o ser.
Percorrendo o caminho da incerteza
Encontrarás por certo a maior beleza,
Mantendo-te fiel à inocência e humildade,
Recordando o passado, ainda que negro, com saudade.
Pois nele reside o maior tesouro,
O porquê de quem foste e de quem és, que tanto adoro.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Pandora.
Respira. É o que digo continuamente no meu pensamento. Respira profundamente e expira.
Por mais que tente não consigo, é este nó que se instalou na minha garganta e não me deixa respirar... Aquele tão típico dos momentos de choro contido, de sentimento acumulado, aquele que não queremos demonstrar mas que, eventualmente, todos vêm. Sim, aqueles que nos conhecem verdadeiramente, conseguem descodificar até o mais subtil dos desvanecer dos sorrisos, os outros...nem me importa. É triste a frieza ser tal que não nos permitimos o choro, que o empurramos para as profundezas do nosso esófago para que aí fique, quieto, a doer e doer cada vez mais. Um dia expludo com certeza, mas hoje ainda não é o dia... Verter uma lágrima não faz mal, mas chorar num pranto não, isso não vai acontecer. "Já passa", digo para mim mesma numa voz desconcertante que tenta parecer calma a todo o instante mas, minha querida voz, conheço-te tão bem que não me enganas... Não passa, acumula. Não passa, perdura. Não passa, fica guardada com rancor lá bem no meu interior. E instala-se-me uma dor de cabeça angustiante... Não é de admirar, tal é o choro e agonia contido, os gritos guardados e as raivas fechadas. Sou a minha própria caixa de Pandora. É isso mesmo. Aqui tudo está guardado a sete chaves e devo, com todo o meu esforço, proteger esta fechadura. Já lá vão os dias em que chorar fazia bem,
pelo menos de quando em vez, agora nem consigo... Pelo menos com os
acontecimentos referentes a mim mesma... Cada vez faço mais esforço para não
verter muitas lágrimas pois, como eu bem sei, de nada me serve. Por isso
deixa-te ficar, minha caixinha de Pandora, esconde-te bem pelo meu corpo fora e
não te deixes apanhar que, as tuas chaves, eu não irei entregar. Remexer no
passado? Não, deixa ficar, um dia deixará de incomodar... O presente? Vive e
deixa-o passar, mas aproveita! Sem chorar... As minhas lágrimas são sagradas.
Agora são.
Depois desta escrita sim, já posso
respirar um pouco.
P.S.: Gostaria de agradecer a PL por me
ter mostrado músicas tão fantásticas e que me aquecem quando me sinto mais em
baixo. Obrigada.
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