sábado, 18 de abril de 2009

Pensamentos.

Tento não pensar. Abstrair-me de todas aquelas imagens e pensamentos que teimam em não sair da minha mente. Torna-se impossível continuar a lutar contra algo tão forte como a nossa mente e, no final de tanto esforço acabo por adormecer… Mais uma daquelas noites em que acordamos com os lençóis de um lado e o edredão do outro, em que quase seria possível ter a cabeça no lugar dos pés, uma daquelas noites em que acordamos cansados… E, sendo uma dessas noites, o significado é simples: não venci a mente, nem o pensamento, e tal pessoa voltou a ser a personagem dos meus sonhos, assim como vinha a ser hábito desde há muito tempo. Sonhos simples, nada complexos, mas que me deixam num total caos, uma luta comigo mesma a fim de encarar a realidade… Essa realidade que preferíamos que fosse um sonho, essa realidade para a qual não queremos, literalmente, acordar.

Assim passa um, dois, três dias, até que tal pessoa volte a assombrar meu pensamento, me deixe num desalento, num solene tormento por ser apenas parte de um sonho. Não quero acordar. Quero para sempre ficar nesta falsa realidade, se tenho o sonho porque não desfrutar? Não o afasto do pensamento, é impossível conseguir, por isso quero ficar! Quero sorrir enquanto durmo, viver enquanto durmo, ser feliz enquanto repouso… Se a mente não venço, e o pensamento não derroto, então quero ficar. Como uma miúda de cinco anos, teimosa e que faz birra no supermercado, eu quero ficar para sempre no sonho! Se não posso fugir dele, vou agarrá-lo como quem agarra a vida.

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